<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335</id><updated>2011-04-21T18:53:53.813-07:00</updated><category term='microcrédito'/><category term='banco real'/><category term='agente'/><category term='brasilândia'/><title type='text'>Amiúde</title><subtitle type='html'>Crio este blog com duas certezas: a vontade de escrevê-lo vai passar e em algum momento, ainda que longínquo, vai voltar. Não espere encontrar mais do que textos desinteressantes de um jornalista desinteressado. A ver.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-4057424072534146587</id><published>2008-08-02T07:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T08:11:03.101-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasilândia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banco real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='microcrédito'/><title type='text'>Onde fogo se apaga com balde</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/SJR2-giH7AI/AAAAAAAAACE/bDbBmm__dBU/s1600-h/Brasilandia.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/SJR2-giH7AI/AAAAAAAAACE/bDbBmm__dBU/s200/Brasilandia.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229935883541015554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Fogo, fogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A correria e o nervosismo tomam o lugar da noite silenciosa e tranqüila. Um botijão de gás explode, faz um estrondo e aumenta o pânico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tensão é compartilhada por toda a vizinhança, mas somente seo Bonifácio vê seu único negócio, sua menina dos olhos, fonte de renda, ser consumida pelas chamas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na periferia, sobra pouco tempo para lamentar a ausência do Estado. Não há polícia, cria-se um poder paralelo; não há luz elétrica, recorre-se ao gato; não há bombeiros nas proximidades, usam-se baldes de água para enfrentar o fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que o pequeno mercadinho do seo Bonifácio, localizado numa das intrincadas ruas da Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, acabou parcialmente salvo – ou parcialmente destruído, dependendo do ponto de vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para recuperar seu comércio, o nanoempreendedor, 35 anos, fala mansa, tímido, contou com a ajuda dos amigos e com um recurso ainda incipiente, mas fundamental para o desenvolvimento econômico da base da pirâmide. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns bancos estatais e uns poucos privados oferecem, em escala ainda pequena, o tal microcrédito. Trata-se de um empréstimo dirigido a nanoempresários cujo valor varia, em geral, de R$ 200 a R$ 12 mil e os juros, de 2% a 4%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Microcrédito de Consumo, como o das Casas Bahia, é importante para viabilizar desejos materiais daqueles com menos acesso; mas é o Microcrédito Produtivo Orientado que carrega em seu DNA um potencial transformador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do Banco Real, uma das instituições a trabalhar nesse segmento, o produto é classificado como um “Private Banking às avessas”. Afinal, como nos bancos que administram fortunas, o gerente (no caso o agente) vai à casa do cliente, instrui, sugere, opera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agentes de crédito, essenciais no processo, sobem e descem os morros, quebram a desconfiança dos moradores e transformam a administração de pequenos salões de beleza, locadoras, confecções e mercadinhos - como o do seo Bonifácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles incansáveis, que usam transporte público, calçam Havaianas genéricas, sofrem com a falta de saneamento e falam um português rico, mas distante das gramáticas, agora discursam quase como economistas. Falam com propriedade do fluxo de caixa, do capital de giro, do estoque, dos ativos, passivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seo Bonifácio já era cliente do microcrédito quando sofreu o revés em seu comércio. Ótimo pagador, não teve dificuldades para renovar e fazer um investimento extra com a missão de recuperar o que havia perdido. Hoje já abriu uma filial, passa os fins de semana no novo apartamento adquirido na Praia Grande e quando pode viaja de avião a Pernambuco para visitar e ajudar a família, que certamente dele muito se orgulha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humildade continua a mesma do tempo em que passava dificuldades. Requisitado por revistas e emissoras de TV para ilustrar matérias sobre microcrédito, o comerciante se arruma com o esmero de uma noiva no dia do casamento, põe camisa, troca camisa, sua frio. Agradece e pede desculpas sem nem saber exatamente por quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seo Bonifácio, existem muitos outros. Mais carismáticos ou menos, menos prósperos ou mais. O certo é que são todos heróis. Ou, mais do que isso, exemplos. Para seus vizinhos e para as instituições - particulares e estatais. Exemplos de que é possível. E de que o microcrédito não faz milagre, mas coloca o pessoal de mão calejada na condição de agente e protagonista da transformação de sua própria realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-4057424072534146587?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/4057424072534146587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=4057424072534146587' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4057424072534146587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4057424072534146587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2008/08/onde-fogo-se-apaga-com-balde.html' title='Onde fogo se apaga com balde'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/SJR2-giH7AI/AAAAAAAAACE/bDbBmm__dBU/s72-c/Brasilandia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-4831215013438052672</id><published>2007-09-04T10:59:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T11:09:56.205-07:00</updated><title type='text'>Dicas ao estudante de jornalismo</title><content type='html'>O experiente Mino Carta gosta de repetir que o Brasil tem o “pior jornalismo do mundo”. Sua crítica é centrada na atuação dos que comandam grandes redações, sejam jornalistas ou empresários. Exageros à parte, as observações são justificadas. Mas essa não é a única explicação para o trabalho de qualidade duvidosa que chega às bancas, às telas e à rede. A incompetência ou indecência dos de cima não livra de responsabilidade os de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise na educação sempre causa uma crise de produção de mão-de-obra qualificada mais à frente. Eis o que ocorre com o jornalismo nacional. O modelo de ensino faliu e os novos profissionais são cada vez menos preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faculdade é fundamental para despertar o espírito crítico aplicado ao jornalismo e dar base teórica e intelectual aos futuros repórteres e editores. Do jeito que o curso de jornalismo foi concebido, contudo, o aprendizado e consolidação da prática do jornalismo só se dão no mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Quantas empresas de comunicação investem na preparação de um jovem desde o estágio até um alto cargo? Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Abril e Globo têm planos de carreira que se apóiam em cursos internos, é verdade, mas absorvem uma ínfima parte da massa que completa a faculdade. E o resto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos recém-formados chega ao mercado, pois, sem intimidade nem domínio do seu trabalho. Já não é, todavia, tempo de aprender. As companhias querem resultados. Esse é o momento em que o jornalista descobre que é um autodidata – e que sozinho terá de aprender muito e em pouco tempo para se dar bem na profissão. Missão difícil quando as vagas são restritas e de baixo salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor para os estudantes, então, é caprichar na busca de um bom estágio, afim de aprender enquanto é tempo de aprender. Cursos, como os do comunique-se, são bem-vindos. Ninguém vai ser ensinado na faculdade a prática do jornalismo corporativo ou da assessoria de imprensa, por exemplo. Se há interesse nessa área, é recomendável ao menos passar por ela antes de se formar. Caso contrário, o candidato, numa entrevista, não terá condições sequer de reagir a palavras como “cases”, “briefing” e “follow up”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consultoria Korum, após pesquisa com 3 mil empresas, chegou à conclusão de que antes dos 35 anos é válido não se fixar por longos períodos nas companhias, a não ser que o plano de carreira oferecido seja proveitoso. O diretor da Kórum entende que passar por vários ambientes torna o profissional mais completo, algo valorizado na nova realidade de mercado. No jornalismo, a importância de transitar por diversas áreas se potencializa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que dentro de uma categoria específica, as habilidades requeridas são distintas. O repórter de internet, por exemplo, pouca experiência tem em construir linha fina, olho e título com espaço pré-determinado, como quem trabalha em jornal. Pouco precisa se importar com o furo do concorrente, porque pode lê-lo na rede e em um instante recuperá-lo, ao contrário do profissional dos diários. Já o repórter de revista é obrigado a desenvolver textos elaborados e apurações mais profundas, mas se apavora diante do fetiche do tempo real do jornalismo eletrônico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas diferenças estão dentro de um mesmo campo: o jornalismo escrito. Seria mais dramático pensar na transição para a televisão ou o rádio sem um bom estágio. As dificuldades que surgem são contornáveis, mas novamente só para uma pequena parcela dos novos profissionais. Os outros, a maioria, ficam acorrentados à mediocridade. Assim como o jornalismo nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-4831215013438052672?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/4831215013438052672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=4831215013438052672' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4831215013438052672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4831215013438052672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2007/09/dicas-ao-estudante-de-jornalismo.html' title='Dicas ao estudante de jornalismo'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-4714182911868321405</id><published>2007-07-12T10:09:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T12:53:58.150-07:00</updated><title type='text'>Homenagem aos bons</title><content type='html'>Este blog, que começou com crônicas, ganhou reportagens e posteriormente aderiu a relatos despretensiosos, agora apela ao copy &amp; paste. Trata-se de uma brilhante definição do &lt;em&gt;jornalista&lt;/em&gt; por Ulysses Guimarães. Posto-a aqui em homenagem aos bons repórteres, que nos são modelo e inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Poesia é encontrar uma árvore esquecida à beira da estrada e glorificá-la."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista de raça é um mágico. Transfigura o anônimo em notável, celebra o despercebido, enquadra o texto no contexto. Enquanto nós nos limitamos a olhar, ele vê as coisas, pessoas, a paisagem. Vê e conta."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-4714182911868321405?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/4714182911868321405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=4714182911868321405' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4714182911868321405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4714182911868321405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2007/07/homenagem-aos-bons.html' title='Homenagem aos bons'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-4034452410226900162</id><published>2007-07-05T16:06:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T10:25:37.081-07:00</updated><title type='text'>Toronto Awards</title><content type='html'>Toronto ficou no retrovisor e sumiu. Hora, pois, de reportar a mim mesmo, autor e leitor solitário deste blog, o que de curioso aconteceu. Minha memória não é das melhores, mas capaz de relembrar algumas passagens interessantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a premiação do Toronto Awards:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Categoria transporte público:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O multiculturalismo ululante da maior cidade canadense torna corridas de ônibus e táxis um encontro com todo tipo de personagem. Aqui vão alguns deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Latino: Esse tinha mullets vistosos, cara do cantor de La Bamba, mochila nas costas e um fone de ouvido gigantesco. Encostado na porta do ônibus, balançava a cabeça de cima a baixo e cantava com fervor a música de seu Ipod. No refrão, balançava os ombros e soltava um sonoro “tcha tcha tcha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coreano: Como em São Paulo, o metrô tem portas dos dois lados a fim de se adequar às diferentes estações. Este cidadão encostou-se à porta que não se abriria naquele trecho da linha verde e deu as costas ao resto do trem. Sem mostrar a face, ensaiou passos entusiasmados de street dance. O artista de rua mais tímido da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Japonês: Ele era “verticalmente prejudicado”, mas tentava tirar proveito disso. Subia no banco do Metrô, segurava na barra geralmente usada pelos passageiros para ganhar equilíbrio e erguia seu próprio corpo com as forças do braço. Depois do exercício, sentava, fechava os olhos e dava lentos e caprichados socos no ar, sempre em diagonal e alternando os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motorista 1: O meu favorito. Ônibus cheio, ele pega o microfone com o qual geralmente anuncia o nome de cada parada e dispara: “Senhoras e senhores, o almoço será servido dentro de instantes. Em minutos nossa equipe iniciará o serviço de bordo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motorista 2: O mais alegre dos drivers de Toronto. Numa canção improvisada, entoava em voz alta algo como “the passengers go up and down, they walk around”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Categoria bom gosto:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O troféu vai para os marqueteiros locais. No Metrô, havia a campanha “informe-se sobre locais de trabalho seguros e ganhe um Ipod”. A ilustração era um trabalhador de capacete com uma barra de ferro atravessada na cabeça. A outra versão, para reforçar a promoção do Ipod, tinha apenas uma orelha com um fone caída no chão e uma poça de sangue. Agradabilíssimo olhar para isso toda manhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Troféu non-sense:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título é do “swiss-german”, língua que é uma variação do alemão e que se fala na Suíça. A tradução de “fuck you” é “fick clich inz knie”, o que no literal significa “fuck you no joelho”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Categoria crise existencial:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda taça do Swiss-german, que juram os suíços ser uma língua fantasma. Ela não tem gramática e portanto desde pequenos os nossos amigos de Berne, Basiléia etc são proibidos de escrever como falam. Conversam em swiss-german, escrevem em alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Honra ao mérito, Magda!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu durante um jogo chamado “Taboo”. A classe havia sido dividida em dois times. Todos sabiam qual palavra fora escrita na lousa, à exceção de um participante, que tentaria adivinha-la. Os demais do time ficavam encarregados de dar dicas, mas evitando determinadas palavras-chave. Pois bem, a palavra em questão era “allegation”. O grupo quis guiá-lo à sílaba “alle”. Para tanto, sugeriram “another word for crocodile”. Ao invés da resposta correta e mais óbvia, “alligator”, nosso amigo sul-coreano disparou “Lacoste”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Troféu harmonia gastronômica:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai para uma família canadense que abriga estudantes. No café da manhã, ovo mexido, morangos, sushi e camarão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menção honrosa: Pizza de Nova York comida de ponta a ponta pela Natita. Abstenho-me de relembrar todos os ingredientes, basta dizer que no meio daquele recheio todo havia macarrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento agressão gratuita:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda a excursão parada para ouvir explicações na Wall Street, o guia pergunta se há algum alemão presente. Um solitário levanta a mão e ouve que ali do lado o prédio mais alto da avenida havia sido comprado pelo Deustch Bank. Em seguida, o guia indaga se há brasileiros presentes. “Uuhuuu”, responde a turba verde-amarela com muito barulho. “Ok, não tem nada para vocês aqui, vamos seguir em frente”. Então ta, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Categoria precaução:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No boat cruise por Thousand Islands havia uma senhora usando capacete de ciclista durante todo o trajeto. Talvez fosse útil, já que pássaros seguiram o barco e o sobrevoaram durante parte do trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Categoria “hein?”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cansei de ver placas de “não pise na grama”; em Toronto Island, contudo, a inscrição dizia “Please, walk on the grass”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Troféu “tapinha não dói”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa das festas só para estudantes. Um colega ouviu o pedido de uma venezuelana durante uma dirty dance: “hit me”. Pedido atendido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-4034452410226900162?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/4034452410226900162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=4034452410226900162' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4034452410226900162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/4034452410226900162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2007/07/toronto-awards.html' title='Toronto Awards'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-5848530552387839948</id><published>2007-06-09T10:28:00.000-07:00</published><updated>2007-06-16T09:29:32.824-07:00</updated><title type='text'>Forza, Azzura!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHNWJ7fqyI/AAAAAAAAABE/e-7zdBMON9Q/s1600-h/DSCN0617.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHNWJ7fqyI/AAAAAAAAABE/e-7zdBMON9Q/s320/DSCN0617.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076064035529534242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando a saudade aperta, qualquer coisa é valida para nos sentirmos mais perto de casa. Isso inclui se aproximar dos brasileiros, ir ao bar brasileiro com os brasileiros e fazer brasileiradas com quem quer que seja. Foi assim que algumas pessoas entraram na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Davi, 20 e poucos anos, é um cruzeirense de BH. Admirável o esforco desse rapaz, que passa o dia de lá pra cá colando flyer em poste para viabilizar a propria viagem. Não concordo, entretanto, com o expediente sordido de que se utiliza para todo mes ganhar o premio de melhor aluno do Business Course. Mas o Davi adora, adora, a Dora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade, dane-se o esforco dele. O que interessa é que nos faz dar risada com frequencia. Aliás, o cidadão tem potencial de frasista. "Ficar bebado é muito bom. Eu ficaria todo dia", filosou certa vez o nosso Nelson Rodrigues das Gerais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é so.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse cara é um 'pelinha', disparou, sobre um chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelinha. Sabe aquelas pelinhas chatas que ficam no canto do dedo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, então tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHOhp7fqzI/AAAAAAAAABM/oMp5Cw8PiG4/s1600-h/DSCN0622.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHOhp7fqzI/AAAAAAAAABM/oMp5Cw8PiG4/s320/DSCN0622.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076065332609657650" /&gt;&lt;/a&gt;Já o Lucas, de Piracicaba, é um maniaco consumista. Depois de gastar os tubos em Nova York, necrosou os dedos tentando carregar as sacolas e mais sacolas de roupa nova no Metro. Não vamos contar que ele perdeu o onibus de ida para a Big Apple (pôde embarcar num outro por pura sorte) e que so não fez o mesmo na volta porque ja com o veiculo em movimento conseguimos avisa-lo pelo celular da sitaucao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do esguio Davi, o Lucas é... ham... "corpulento". E curiosamente gosta mais de queijo do que o mineirinho. Mas o que o agrada mesmo é brincar de "poor translations". As sentencas "see me the bill" e "tea with me, I book your face" são classicas e antecedem nossa vinda ao Canada. O mesmo não se aplica, por exemplo, a expressao "very pasta" (traducao perfeita de "muito massa", que so o piracicabano usa). Destaque tambem para a menos educada "don't make sweety ass" e a esperada "Miss Quotation", adaptacão do nome da professora grega chamada Aspa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camisa 4 do time é um figura de Goiania. Fisioterapeuta, mas poderia ser seguranca de balada. Ainda assim insiste que as pessoas o chamem de... "Saulinho"??? De qualquer maneira, mostrou no Wonderland Park que armarios tambem podem naturalmente ser pueris. A insistencia e excitacão do rapaz falando da torre "Drop Zone" so se comparam ao comportamento do Lucas quando descobriu que o refrigerante do Korean Barbecue tinha refil livre e gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RmyqC57fqxI/AAAAAAAAAA8/N58tl2q2z8s/s1600-h/lainando.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RmyqC57fqxI/AAAAAAAAAA8/N58tl2q2z8s/s320/lainando.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074617847026526994" /&gt;&lt;/a&gt;Ao contrario de mim, motivo de chacota pelo cardapio pobre da homestay, o Saulo levava para a escola sanduiches sensacionais. Mas pagava o preco. Todos "Lainavamos" seu almoco. Sim, o verbo - criado por algum bebado - refere-se a simpática, loirissima e fominha Elaine, outra compatriota. Reza a lenda que no dia em que ela recusar o lanche de alguém, o Apocalipse virá. E ai Lainaremos, todos juntos, o Doritos de Deus ou do Demo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo meu sensacional pão com queijo e azeitona, que mereceu foto de várias cameras digitais, foi perdoado pela nossa rubia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MISTERIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo nesse mundo tem um significado. Mas as vezes falhamos em decifrar o recado enviado por eventos do dia a dia. Davizao que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dois meses, o rapaz com cara de guia de ecoturismo da Serra do Cipo deixou a homestay e alugou um all brazilian apartament com o Saulo. Na despedida do antigo lar, recebeu um presente da entao anfitriã para equipar a nova casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate posso imaginar a cena da mocinha dizendo "Wait, I have a gift. Good luck and be happy!" e entregando um rolo de papel higienico a ele. Isso, papel higienico. Gentis esses canadenses, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHTVp7fq0I/AAAAAAAAABU/xqVb8ES22iQ/s1600-h/bola1.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHTVp7fq0I/AAAAAAAAABU/xqVb8ES22iQ/s320/bola1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076070624009366338" /&gt;&lt;/a&gt;O BOLA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao, "O Bola" nao sou eu. Eh o bar brasileiro que tinha musica ao vivo e feijoada de graca antes de ser fechado por dar o calote no aluguel. E foi la, por um acaso, que alguns viram despertar a paixão pela... Azurra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite o DJ abusou do trash antes de a banda entrar. O classico "De bar em bar, de mesa em mesa, tomando cachaca, tomando cerveja" ja tinha ganhado bis. Quanta poesia! Veio então o axé e mudou o humor da festa. Mas o fator decisivo foi mesmo um italiano, que apareceu no fundo do bar - onde estavamos - com quatro jarras de cerveja na mao. Completamente embriagado, derrubava a - argh - Blue Canadian para todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela cena mexeu com os principios do nosso amigo goiano, para quem o desperdicio de cerveja deveria ser punido com prisao perpetua e tortura, no minimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu maldito, nao faz isso!, disse, aproximando-se do borracho e ajudando-o a colocar as pitchers sobre a mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Roberto Baggio, sem entender nada, agradeceu a ajuda. O Saulo, então, aproveitou e se serviu. O Lucas, que não é bobo, fez o mesmo. O Davi perdeu os pudores e serviu a &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RmwvUp7fqwI/AAAAAAAAAA0/n_5d6vpGLjc/s1600-h/bola3.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RmwvUp7fqwI/AAAAAAAAAA0/n_5d6vpGLjc/s320/bola3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074482912038988546" /&gt;&lt;/a&gt;todos nos. Como o dono da cerveja continuava dancando Chiclete com Banana (Oba, Oba!), nossos volantes levaram a bebida da defesa para perto do palco e la secaram as quatro jarras.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao se sabe como, mas uma pitcher vazia apareceu no nosso vagão do metro na volta para casa. Em agradecimento ao italiano e ao destino, teve gente usando a jarra para simular o gesto de Canavarro ha quase um ano, quando levantou a taca na Copa da Alemanha. Forza Azzuura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-5848530552387839948?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/5848530552387839948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=5848530552387839948' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/5848530552387839948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/5848530552387839948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2007/06/o-quarteto-fantsdigo.html' title='Forza, Azzura!'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RnHNWJ7fqyI/AAAAAAAAABE/e-7zdBMON9Q/s72-c/DSCN0617.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-2697920685277036155</id><published>2007-04-28T09:05:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T19:32:17.541-07:00</updated><title type='text'>Prazer, Otavio</title><content type='html'>Algumas situacoes inusitadas, infeliz e definitivamente, nao podemos evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos ultimos seis meses minha cedula de identidade nao sofreu qualquer alteracao, mas o mesmo nao se pode dizer do meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro foi na gira sul-americana da Copa Petrobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Uruguai e Argentina, que desconfio serem o mesmo pais, a mudanca foi sutil e compreensivel. A partir do terceiro dia ja me apresentava como "Octabio", afim de nao lutar contra o inevitavel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Paraguai ocorreu nao mais que uma pequena - mas inexplicavel - adaptacao. Virei plural. "Hola, mi nombre es Octabius".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio, entao, a viagem a Toronto - e com ela o novo sotaque. Nao se poderia esperar que a familia canadense, anfitria, fizesse diferente; mas depois de dois meses ainda provocam risos sufocados os gritos de "Oteeeeivios, diiiiiiner".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate ai tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais surpreendente foi o que um amigavel japones, colega de classe, fez com meu nome. Depois de 40 dias descobri que quando ele falava "Ataja", referia-se a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi tentar arrumar a situacao. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Come on, repeat "O"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "O"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ota"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ota"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, esperancoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Otavio"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ducha de agua fria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ ... "Ataaja"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciencia. Ele e esforcado e ja esta mais perto - ou menos longe - da pronuncia ideal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, "Otarjo" fica de bom tamanho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-2697920685277036155?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/2697920685277036155/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=2697920685277036155' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/2697920685277036155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/2697920685277036155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2007/04/prazer-otavio.html' title='Prazer, Otavio'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-5848284385355771770</id><published>2007-04-10T18:07:00.000-07:00</published><updated>2007-04-12T18:53:21.962-07:00</updated><title type='text'>Reflexoes sobre o Nosso Heroi</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDyxC7OUI/AAAAAAAAAAU/rkI__BuBFyw/s1600-h/DSC00039.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDyxC7OUI/AAAAAAAAAAU/rkI__BuBFyw/s200/DSC00039.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051987421440981314" /&gt;&lt;/a&gt;Sao Paulo e Toronto sao definitivamente muito diferentes. A primeira é uma megalopole com mais de 20 milhoes de habitantes, encontro do primeiro com o terceiro mundo. A segunda nao tem mais do que 3 milhoes de moradores e acaba de ser eleita uma das 15 melhores cidades do planeta para se viver. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma semelhanca, contudo, salta aos olhos. Ambas orgulham-se do multicuturalismo que raramente desemboca em intolerancia. A capital paulista, além de receber gente de todas as partes do pais, abriga grandes comunidades japonesas, chinesas, italianas etc. Na maior cidade do Canada, uma corrida de onibus é o suficiente para encontrar pessoas nascidas na India, Eritreia, Tailandia, Coreia do Sul, Grecia, Polonia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como pragas, espalham-se pela cidade os estudantes estrangeiros, avidos por aprender definitivamente o ingles. Ninguem parece saber ao certo a razao, mas grande parte deles é formada por suicos. No pequeno pais dos chocolates, fondues e Roger Federer, alias, estao as recem-eleitas campea e vice no ranking das cidades com melhor qualidade de vida. A saber, Zurique e Genebra.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDzRC7OVI/AAAAAAAAAAc/Ca4HoSqgXsc/s1600-h/DSC00043.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDzRC7OVI/AAAAAAAAAAc/Ca4HoSqgXsc/s200/DSC00043.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051987430030915922" /&gt;&lt;/a&gt;Toda essa introducao chata para a seguir desfazer alguns mitos. A convivencia com gente de toda a parte do mundo nos faz repensar o que se entende por brasileiro médio. A auto-estima desse nosso personagem sabidamente é instavel e facilmente influenciavel. Num dia o pais tem o melhor futebol do mundo, musica contagiante, pessoas exrovertidas e outros chavoes; no outro o povo é ignorante, incompetente, lei de gerson e bla-bla-bla. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUMIRAM COM FIDEL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Levante a mao quem nunca ouviu que o estudante brasileiro é indisciplinado, ao contrario dos asiaticos, em especial japoneses e coreanos. Pois bem: longe de casa, num outro mundo, sem as mesmas pressoes sociais, as pessoas acabam descobrindo muito sobre si mesmas e sendo mais honestas com suas proprias vontades. Nao posso garantir sobre o que acontece na Asia e na Europa, mas aqui a preguica, a irresponsabilidade e falta de comprometimento nao sao privilegio de nenhuma nacionalidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDzhC7OWI/AAAAAAAAAAk/wRTKNQAJe4c/s1600-h/GV7+002.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDzhC7OWI/AAAAAAAAAAk/wRTKNQAJe4c/s200/GV7+002.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051987434325883234" /&gt;&lt;/a&gt;Sim, os coreanos, suicos, alemaes, todos festejam durante a semana, bebem mais do que podem e por isso perdem aulas, provas e atividades pre-programadas. E, se fazem isso em proporcao diferente de brasileiros, colombianos e mexicanos, a disparidade é tao pequena que acaba sendo imperceptivel. Ah, e os campeoes no quesito fura-fila, ao menos no meu circulo social, sao os espanhois. "Jeitinho espanhol"?  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, enfim ao que deveria ser o lide. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Levante a mao - de novo! - quem nunca participou de uma aula de ingles na qual o professor divide a classe em grupos e propoe uma especie de competicao baseada na gramatica estudada naquele dia. Na segunda semana de curso, aconteceu numa dessas atividades ordinarias um episodio que me deixou atonito. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Naquela manha a neve caia forte e a temperatura nao passava dos -10. Isso - so pode ser - deve ter congelado cerebros na Bloor Street. Enquanto o freezer seguia ligado la fora, dentro da classe a ordem era preparar preparar frases que descrevessem uma pessoa, lugar ou evento. Os outros grupos tentariam adivinhar de quem ou o do que se tratava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu nao aguentava mais falar sobre carnaval e futebol, decidi logo fazer uma frase sem envolver o Brasil. Tentei pensar em alguma personalidade polemica, que tivesse estado nos jornais e livros de historia por muito tempo, de maneira que fosse conhecido por gente de todas as culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Let's start with the brazilian, they are always easygoing. Read a sentence Otavio", pediu a professora. Foi entao que li algo mais ou menos assim: "This man, who has been in charge in Cuba since 1959,...". Foge-me a continuacao, mas todos sabem - ou deveriam saber sem hesitar - que se trata de Fidel Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei a resposta, mas as pessoas ficaram em silencio. Achei que era so timidez, falta de vontade de participar. Mudei de ideia quando vi as expressoes de "nao faco a menor ideia". A professora se desesperou e deu algumas dicas. "Uniforme militar, barba comprida." E nada. Ela mesma se encarregou de dar a resposta. "The commie, Fidel Castro". Dois ou tres reagiram com um "Who?". Mas o que chamou mais a atencao foi o tipico "oooooooooooooohhh", frequente quando japoneses e coreanos ficam surpresos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 12 pessoas na classe, entre eles alguns universitarios e bachareis. Todos, em seus respectivos paises, receberam uma educacao basica de dar inveja ao nosso heroi, o Brasileiro-Médio. Nao sei qual é precisamente a resposta para essa falta de informacao. Talvez tenham se voltado mais para a propria historia e insuficientemente para o que acontece em outras partes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida tive de dizer a data precisa da explosao da bomba de Nagasaki. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sorry...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oooooooooooh!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos essa a professora tambem nao sabia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-5848284385355771770?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/5848284385355771770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=5848284385355771770' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/5848284385355771770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/5848284385355771770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2007/04/nem-tao-diferente.html' title='Reflexoes sobre o Nosso Heroi'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_opzdytMg0vo/RhxDyxC7OUI/AAAAAAAAAAU/rkI__BuBFyw/s72-c/DSC00039.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-116196968716101750</id><published>2006-10-27T10:15:00.000-07:00</published><updated>2006-10-27T10:25:54.153-07:00</updated><title type='text'>Jogadores na Estrada. De Terra.</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Com acentos e foto em &lt;br /&gt;http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/profissional/entrevista/entrevista%20marcelo%20melo.htm)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Montevidéu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era noite em Cuenca, Equador, quando o tenista mineiro pegou um onibus em direçao a Quito, depois de jogar mais um challenger. Um árbitro, convidado a fazer a mesma viagem, recusou. “Nao quero morrer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi aterrorizante. Uma viagem de 7 horas em estrada de terra onde nao havia uma iluminaçao, uma alma viva na rua e com o onibus deslizando nas curvas ao lado dos barrancos. Pensei que seríamos assaltados. Colocaram pedras no caminho para que tivéssemos de parar, mas o motorista passou por cima e só parou mais à frente para verificar os danos. Tomei cinco Dramins e nao consegui dormir, fiquei o tempo todo de olho fechado, sozinho, abraçando a minha raqueteira. Mas nao podia esperar o próximo voo, que era só em cinco dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiencia narrada por Marcelo Melo foi apenas mais uma de tantas vividas por quem tem de se submeter a todo tipo de adversidade para seguir na profissao com que sempre sonhou.  No último domingo, o jogador de 23 anos contou mais um capítulo da sua volta por cima após viver momentos delicados, que o fizeram pensar em por fim à carreira. Ele conquistou em Bogotá o terceiro título seguido de duplas, modalidade em que vem se especializando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro semestre, Melo perdeu 11 partidas em sequencia jogando torneios na Itália. Essa é a parte que qualquer um que acompahe o noticiario do tenis brasileiro regularmente já deve conhecer. O outro lado da história, que ajuda a explicar o retrospecto sofrível, ele contou em Montevidéu, onde disputa a etapa uruguaia da Copa Petrobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu nao tinha mais nada de dinheiro. Tive de abrir mao dos torneios em quadra rápida (onde se sai melhor) para ir fazer dinheiro com Interclubes na Itália. Às vezes jogava o Interclubes no sul no domingo e na segunda tinha future no norte. Dormia no aeroporto e ia jogar numa quadra que nao gosto, cansado. Duas vezes cheguei ao torneio apenas meia-hora antes do jogo. Ninguém quer perder 11 seguidas, pensei em parar, mas depois de dois dias voce reflete e volta com mais força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogador caiu no ranking, perdeu a confiança em razao dos maus resultados, mas conseguiu o dinheiro para viajar no segundo semestre em busca de pontos. E a sorte começou a virar em julho, no challenger de Campos do Jordao, quando uma série de coincidencias o colocaram na chave de duplas ao lado do experiente André Sá. Juntos, ficaram com o título do torneio e na semana seguinte fizeram o mesmo em belo Horizonte. Em Joinvile, na sequencia, ficaram com o vice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, Melo é o 119o do mundo na modalidade. Chegou à final dos últimos cinco eventos que disputou e já conquistou nove torneios em 2006, cinco challengers e quatro futures. Os bons resultados recentes já fazem o jogador pensar em realizar o maior objetivo como profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O grande sonho é disputar a Copa Davis. Claro que ainda estou ganhando experiencia, amadurecendo para isso, mas é algo em que penso, sem dúvida.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O mineiro tem atributos para o jogo de duplas: 2m02 de altura, um poderoso saque e bons voleios, que classifica como seu melhor golpe. Ele explica como suas características se encaixam perfeitamente com as de Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ele devolve saque muito bem, eu saco forte, entao a gente se completa. Temos muita liberdade em quadra um com o outro, já que o conheço desde que eu tinha 3 anos de idade e ele ia à minha casa. Nossas familias se conhecem e ele jogava com o meu irmao Daniel, que nao viaja mais o circuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melo conta que aos 4 anos já pasava “o dia inteiro” jogando paredao. Um pouco mais velho, quando seu pai o levava ao Minas Tenis Clube aos fins de semana, completava os jogos de duplas na ocasiao de faltar um jogador. E assim começou a tomar gosto pela modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sempre gostei de jogar duplas e sempre me dediquei a ela, coisa que muitos jogadores nao fazem. Normalmente treino direcionado para as simples, mas agora estou me especializando e isso pode mudar. No ano que vem é possível que eu dispute alguns ATP por causa do meu ranking. Se entrar direto na dupla e nao pegar nem quali na simples, nao há problema, vou privilegiar a dupla. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de com Melo o Brasil voltar a ter um atleta jogando frequentemente  torneios de primeira linha, ainda que em duplas, é concreta. Mas, enquanto essa hora nao chega, o jogador de Belo Horizonte ganha experiencia com alguém que já brilhou nas mais importantes competiçoes do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro, uma semana antes da Copa Davis, ele treinou com ninguém menos que Gustavo Kuerten. O catarinense corria contra o tempo para recuperar minimamente a forma e disputar o jogo de duplas no confronto com a Suecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Era impresionante, a gente treinava uma hora, mas muito intenso, aí o Guga fazia mais cinco horas de fisioterapia e quando dava a gente voltava para a quadra. Vendo um cara como ele, que nao precisa provar mais nada, fazer tudo aquilo, vi que eu tinha de me esforçar igual. O Guga é muito humilde e nao pensa só nele. Até teve uma vez que ele nos deu uma bronca, quase matou a gente, porque paramos em cima da faixa de pedestre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que vem, Melo viaja para outro torneio. Nao vai haver onibus deslizando perto dos barrancos, tentativa de assalto na madrugada ou noite mal dormida no aeroporto; tampouco vai haver a premiaçao milionaria de um Grand Slam ou os holofotes podorosos que perseguiam Kuerten na época do auge. O que é certo é que o garoto de 2m02 vai fazer o máximo para dar mais um passo, pequeno e seguro, em direçao aos seus sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-116196968716101750?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/116196968716101750/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=116196968716101750' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/116196968716101750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/116196968716101750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2006/10/jogadores-na-estrada-de-terra.html' title='Jogadores na Estrada. De Terra.'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-115854352044710106</id><published>2006-09-17T18:32:00.000-07:00</published><updated>2006-09-18T06:54:21.503-07:00</updated><title type='text'>A insensatez interrompida</title><content type='html'>Naquele domingo, como em qualquer outro, todos chegaram atrasados ao ponto de encontro da equipe. Os óculos escuros eram regra, mas pouco tinham a ver com o sol forte que brilhava em São Paulo. Serviam mais para esconder a cara amassada dos que não haviam dormido ou como adereço embelezador, pura e simplesmente. Depois de horas ouvindo música ruim, tomando alcoólicos e fazendo pose, era hora de a classe média exaltar suas façanhas noturnas e depois mostrar astúcia subjugando o outro time no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três quartos de hora depois do combinado, todos estavam a postos. Mochila nas costas penduradas por  uma só alça, bermudas abaixo do joelho e no pé as Havaianas. Havia quase tantos carros quanto pessoas para ir logo ali, no meio da favela, para o campeonato da Várzea. Dois veículos ficam estacionados e o resto sai em comboio, cortando semáforos vermelhos e fazendo manobras indiscretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era o que havia acordado mais cedo, por certo.  Tempo hábil para a ducha quente e gorda no meu – e só meu – banheiro. Ainda com o olho meio pesado, li os cadernos de esportes, cidades e Brasil da Folha de São Paulo. Não que a queda de 0,5 p.p. da taxa selic ou a discussão da reforma política me despertassem sentimentos, mas é o mínimo que alguém que estudou em uma instituição cuja mensalidade ultrapassa os mil reais deve fazer. Desci de elevador, mp3 no ouvido; dirigi 10 minutos e me juntei aos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dali, um garoto de 19 anos se levantara ainda mais cedo que eu. O sol entrou cedo no barraco e ele comeu metade de um pacote de bolachas Santa Marta. Escovou os dentes com pressa na torneira da cozinha improvisada, embrulhou a chuteira desajeitado e desceu as vielas correndo. Edson dos Santos, o “Amendoim”, jamais teve a carteira de trabalho assinada, como eu; vendendo salgadinhos industrializados no semáforo, dedica quase todo o seu dia ao trabalho, como eu; no tempo que sobra, reclama do pouco dinheiro que ganha, como eu; e no domingo quer extravasar a tensão e se divertir no futebol, como todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amendoim e seus pares se encontraram para ir ao campo quando meu despertador sequer havia tocado. Andaram 15 minutos pelo asfalto sujo até o ponto de ônibus. Pegaram duas conduções e em pouco menos de duas horas chegaram à várzea. Na falta do que se apegar, se apegavam ao futebol e faziam questão de voltar para casa com mais uma vitória na conta do time da comunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima da hora chegamos. “Chocolate, coco, limão!”. A desorganização típica permitia tempo para um sorvete daqueles com gosto de água suja. Metade foi para o lixo antes de e o time ir para o vestiário. Pouca coisa pode ser pior do que aquele espaço, onde o cheiro é terrível e o chão, insalubre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camisas distribuídas, escalação definida. Nem no momento de pedir seriedade em campo as brincadeiras acabam. Por último, a roda se fecha e todos rezam em coro a “Ave Maria”. Somos todos daqueles que só se lembram de Deus quando não resolvem por conta própria os problemas aqui embaixo. E, a despeito da segurança estampada no rosto de cada um, isso revela a desconfiança em relação ao resultado de cada partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da parede a oração é mais vibrante. Não sei se porque são de fato mais devotos ou se porque precisam recorrer mais vezes à divindade para escapar dos infortúnios da vida. Ao contrário de nós, não pareciam numa missa. Pronunciavam cada palavra da mesma oração com muito mais vibração e em ritmo acelerado. Na roda, apertavam com as mãos os ombros do colega ao lado e jamais deixavam de juntar o pé com o do próximo afim de não quebrar a corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nosso lado, eu pouco me empenhava na reza. Quando fechava os olhos era para pedir a Deus apenas que saísse inteiro de lá. O ambiente era bastante hostil e a vitória nunca me importou tanto. Queria não mais que jogar o jogo e tentar alguns bons lances. Ademais, o físico de quem passa a semana trabalhando sentado na frente do computador não permitia nada além. Eu era o retrato de mim mesmo em campo: racional, preguiçoso e calculista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amendoim, por outro lado, corria com mais velocidade do que quando pendura salgadinhos no retrovisor dos carros durante o farol vermelho. Como quem não tem muito a perder, é ousado e audacioso em campo. Além disso, tem muito mais vontade de vencer do que eu. Nosso contato em campo foi bem rápido. O primeiro foi também o último. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém certa vez disse que eu jogava bem e meu inconsciente até hoje acredita nisso. Foi num desses momentos de insensatez que vislumbrei uma jogada elaborada dentro do grande círculo. A velocidade de quem digita muito e se alonga pouco, todavia, me impediu. Toquei na bola com o pé esquerdo, ajeitei com o direito e caminhei dois passos com ela rolando; corrigi a postura, levantei os ombros e a cabeça, de maneira que só faltou a execução perfeita do passe para concluir a imitação de um craque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco atrás estava o Amendoim. Ele tinha a fisionomia tensa do momento da oração. Queria a bola, mas também queria a mim. Arregalou os olhos, cerrou os punhos e partiu em minha direção sem que eu o visse, já que estava um pouco recuado. Ali, aos seus olhos, eu era o branco abastado que se apropria de uma porção exagerada da riqueza do país e não deixa o suficiente para o povo da comunidade; era a autoridade do policial opressor, representante do tal “sistema”;  e o professor bem articulado, que o destratava ao cobrar os deveres.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já imaginava o lançamento genial, fui atropelado por alguma coisa. Rolei algumas vezes no chão, comi um pouco de terra e tentei fazer como os jogadores profissionais após uma entrada violenta, contorcendo-me e gemendo com os olhos fechados. O Amendoim, que acabara de me dar uma ombrada cuja força eu seria incapaz de reproduzir, desferiu impropérios contra o juiz e chamou o seu alvo de fresco. Meus colegas de time reagiram e eu mesmo fiz cara de mal, embora só pensasse em chegar são no conforto do lar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na exaltação, os colegas de Vila Mariana deram vazão a todo o preconceito mais bem guardado. Observações sobre a falta de estudos, as roupas estropiadas e a origem nordestina dos rivais não faltaram. Houve quem visse o Amendoim como o garoto que rouba nossa carteira no metrô; que polui visualmente a cidade construindo barracos em terrenos irregulares; que nos chama de “playboy” e nos faz temer porque pouco tem a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol da segunda-feira era tão brilhante quanto o de domingo, embora o dia fosse mais frio e barulhento. Notável também o volume de carros, infinitamente maior. Tão agrupados estavam os veículos no congestionamento que formavam uma massa quase contínua. Os rostos novamente estavam amassados pelo sono mal dormido ou não dormido. Não tinham, contudo, a satisfação de quem se prepara para o lazer, mas o tédio de quem começa uma semana de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomei o ritual da ducha quente e gorda no banheiro particular e saí ao trabalho. Sonolento, dirigi quase no piloto automático ouvindo o horário eleitoral. Depois de 40 minutos cruzei a Avenida Rebouças pela Brasil e alcancei a Henrique Schalmann. Desatento e na faixa da direita, nem vi o Amendoim colocando seu produto nos retrovisores dos carros ao lado durante o farol vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convictos de sermos tão diferentes, eu e o jovem de 19 anos, que acorda antes da cidade se colocar em movimento, desempenhamos sem saber o mesmo papel: o de personagens da metrópole que continuam a fazer desta metrópole esta metrópole.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-115854352044710106?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/115854352044710106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=115854352044710106' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115854352044710106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115854352044710106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2006/09/insensatez-interrompida.html' title='A insensatez interrompida'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-115652604014392103</id><published>2006-08-25T10:12:00.000-07:00</published><updated>2006-09-11T18:02:30.736-07:00</updated><title type='text'>Obrigado e volte sempre, chefe!</title><content type='html'>— Obrigado e volte sempre, chefe!, cumpriu o ritual à risca, na Avenida Nazaré, o guardador de carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus 24 anos de vida nunca morei a mais de 15 minutos do Museu do Ipiranga. Ainda assim, até esta manhã só tinha na memória algumas poucas imagens do local, cuja minha única visita acontecera na infância, numa daquelas excursões escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férias acabando, aproveitei para revisitar o espaço, que agora descubro se chamar Museu Paulista da USP. Desde aquela primeira vez muito tempo se passou. O tipo de lata de refrigerante que levava na lancheira, por exemplo, nem existe mais. Pessoas com a minha falta de habilidade já não sofrem para retirar o lacre na parte superior do recipiente de alumínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu também mudou bastante. Antes o lago artificial à sua frente estava sujo e abandonado; servia apenas para que jogássemos pedrinhas na água com o desafio de fazê-las quicar o máximo de vezes possível. Agora o cenário é outro. Após uma reforma de 30 meses, o governo tucano, reconheça-se, recuperou o local: obras foram restauradas, as paredes pintadas e o entorno reavivado. Um legítimo cartão postal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parque que contém o sítio histórico, aliás, é digno de nota. Lindo para passear, descansar ou correr. À frente do lago artificial, agora mais limpo, há outro, retangular. Nas suas duas extremidades maiores existem esculturas repetidas e alinhadas que com pequenos jatos d’água  produzem belo efeito visual. Ao fundo, uma grande fonte; ao redor, um jardim florido no melhor estilo Edward Mãos de Tesoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodei um pouco pelo espaço externo e fui atropelado pelas excursões escolares. Os garotinhos e garotinhas cuidavam do próprio lanche, do caderno com o questionário fornecido pela professora e da inexorável missão de zombar do colega mais próximo. Já os vários idosos passeavam tranqüilamente aos pares ou na companhia de um cachorro. Pós-adolescentes e o que geralmente entendemos por adultos eram coisa rara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 2 reais paguei minha entrada no Museu e ganhei um guia de bolso. Logo no saguão fui ladeado por duas importantes rodovias: de um lado, uma estátua de Antônio Raposo Tavares; de outro, Fernão Dias Pais Leme. Ambos bandeirantes no século XVII e contrários à presença dos jesuítas. À frente, posicionado sobre a escadaria, havia um Dom Pedro I em bronze. Senhor dos seus domínios, era capaz, naquela posição, de ver cada pessoa que adentrava o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Museu foi projetado pelo italiano Tommaso Gaudêncio Bezzi, entre 1895 e 1890, em comemoração à proclamação da Independência do Brasil. Ocupa, aliás, o espaço onde teria sido gritado o “Independência ou morte!”. Naquele tempo, como neste, a apropriação política da arte era uma realidade. Por isso, com a constituição da República em 1889, o acervo foi substituído para sinalizar o progresso republicano em detrimento do então recente passado monarquista. O prédio idealizado por Bezzi chegou a se tornar um Museu de História Natural e só mais tarde voltou a ser caracterizado como uma homenagem ao 7 de setembro de 1822.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No piso superior está o salão principal. Lá se encontra o “Grito do Ipiranga”, enorme tela de Pedro Américo de Figueiredo e Mello. A pintura tem Dom Pedro ao centro, rodeado por figuras anônimas, outras ilustres, entre elas o próprio Pedro Américo. A obra tem movimento e dá a idéia de um momento de agitação, como deve ser qualquer passagem histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sala, quando observava um retrato da Imperatriz Leopoldina, um grupo de japoneses se aproximou. Uma das mulheres falava alto. Muito alto. A guia discursava em japonês e não parava para respirar. Pouco importa se as explicações eram corretas ou se os asiáticos estavam de fato interessados na história brasileira. O que posso afirmar é que, excluídas as excursões escolares, vi mais estrangeiros do que brasileiros prestigiando a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os japoneses estavam espalhados por todo o espaço interno e em vários grupos. Havia guias homens e mulheres, todos falando no idioma asiático sem poupar as cordas vocais. O sotaque português também foi notado e um casal de algum lugar de língua inglesa arrancou risos de alunos do tradicional Colégio Porto Seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nipônicos em sua maioria carregavam máquinas fotográficas, embora o uso fosse proibido pelo regulamento da casa. Faziam lembrar as clássicas propagandas da Kodak, mas foi outra fabricante quem chamou a atenção. Numa sala que tratava do comércio em São Paulo no fim do século XIX e começo do XX, fazia parte do acervo uma máquina de costurar Singer, certamente sem significado algum para as crianças que se deslocavam alucinadamente pelo Museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detive-me um instante lendo as propagandas da época. Notável a diferença da grafia das palavras em relação à forma hodierna. Usavam e abusavam do “y”, do “ph” no lugar do “f” e das consoantes dobradas. Se as crianças do Porto Seguro não sentiam a mesma nostalgia que eu ao ver a máquina de costura da Singer ou uma máquina de escrever, depreendi que igualmente eu não poderia imaginar o significado daqueles anúncios para o seo Roberto, meu avô, vivo na época em que o Ipiranga era Ypiranga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernas cansadas, hora de cumprir outros deveres mais chatos e menos culturais. Desci a rampa, passei em frente às fontes e me arrependi profundamente de não ter feito como os japoneses e levado a câmera fotográfica. Ficaram para trás as esculturas, telas, crianças, idosos, cachorros, jardim. Pela frente havia a São Paulo do século XXI, bem diferente da cidade retratada no Museu. Na saída desse túnel do tempo, o primeiro personagem a se pronunciar foi um bem típico da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Obrigado e volte sempre, chefe!, cumpriu o ritual à risca, na Avenida Nazaré , o guardador de carros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-115652604014392103?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/115652604014392103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=115652604014392103' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115652604014392103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115652604014392103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2006/08/obrigado-e-volte-sempre-chefe.html' title='Obrigado e volte sempre, chefe!'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-115633624802784111</id><published>2006-08-23T05:30:00.000-07:00</published><updated>2007-04-10T16:17:42.426-07:00</updated><title type='text'>The Kick Off</title><content type='html'>Fase de testes. Enquanto sigo preguiçoso, posto alguns versos para estrear o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO TE QUIERO sino porque te quiero&lt;br /&gt;y de quererte a no quererte llego&lt;br /&gt;y de esperarte cuando no te espero&lt;br /&gt;pasa mi corazón del frío al fuego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te quiero sólo porque a ti te quiero,&lt;br /&gt;te odio sin fin, y odiándote te ruego,&lt;br /&gt;y la medida de mi amor viajero&lt;br /&gt;es no verte y amarte como un ciego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal vez consumirá la luz de enero,&lt;br /&gt;su rayo cruel, mi corazón entero,&lt;br /&gt;robándome la llave del sosiego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En esta historia sólo yo me muero&lt;br /&gt;y moriré de amor porque te quiero, porque te quiero, amor, a sangre y fuego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(NERUDA)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-115633624802784111?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/115633624802784111/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=115633624802784111' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115633624802784111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115633624802784111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2006/08/kick-off.html' title='The Kick Off'/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33135335.post-115621423638240975</id><published>2006-08-21T19:32:00.000-07:00</published><updated>2006-08-21T19:37:16.383-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/320/kikacomigor2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33135335-115621423638240975?l=blogamiude.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogamiude.blogspot.com/feeds/115621423638240975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33135335&amp;postID=115621423638240975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115621423638240975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33135335/posts/default/115621423638240975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogamiude.blogspot.com/2006/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Otavio Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17454538602073338699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5654/3633/1600/kikacomigor2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
